Bloco K trará mais custos e burocracia, opinam empresários de contabilidade

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O Bloco K trará mais burocracia e custos para as empresas, segundo opinam os empresários de contabilidade.

Ao menos é essa a conclusão obtida por uma enquete feita pelo Sescon-SP em todo o estado de São Paulo.


De acordo com o levantamento do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo, 32% dos entrevistados acreditam que o Bloco K resultará em maiores gastos e burocracia.

O mesmo levantamento também constatou que 31% dos participantes apontam a crise financeira como principal obstáculo para que as adequações necessárias sejam feitas. Isso porque, para isso, as companhias precisam adquirir software de gestão empresarial integrado, além de fazer treinamentos específicos de pessoal.

Bloco K

O Bloco K serve como uma nova ferramenta de fiscalização do Sped, onde todas as informações das empresas referentes à contabilidade, finanças, departamento fiscal e setores operacionais das empresas são integradas.

Todas as indústrias do Brasil fora do regime Simples Nacional e do MEI precisarão entregar o Bloco K ao Fisco, de acordo com o calendário da obrigação.

Em janeiro de 2017 ele passou a vigorar para as indústrias que faturam mais do que R$ 300 milhões ao ano.

Em janeiro de 2018 será a vez das indústrias que possuem receita bruta até R$ 78 milhões e dos atacados com qualquer valor de faturamento anual. Já em janeiro de 2019, a obrigatoriedade será ampliada para as demais empresas industriais.

Mudança de cultura

O presidente do Sescon paulista, Márcio Massao Shimomoto, explicou as mudanças que as empresas terão que fazer com a nova obrigação.

“É preciso ajustar o negócio a uma nova realidade, integrando controle contábil e gestão de estoque de produtos e insumos. A partir do próximo ano, toda movimentação precisará ser registrada e muitas empresas não estarão preparadas para isso, nem fisicamente, financeiramente ou culturalmente.

A falta de preparo por parte das companhias nacionais, inclusive, já havia sido detectada por Daniel Santos, sócio diretor técnico do Grupo Skill, empresa especializada na de serviços contábeis e fiscais. Em novembro, durante uma palestra que conferiu sobre o tema, o especialista pode comprovar que ainda existem muitas dúvidas por parte das companhias.

“Descobrirmos que os contribuintes ainda não estão preparados para a entrega da obrigação acessória e que ainda existem dúvidas em relação a sua geração”, relatou à época. “Em determinado momento parecia mais uma consultoria do que uma palestra relacionada ao bloco K, porque as dúvidas eram enormes e as pessoas ainda têm grandes dificuldades em entender o processo produtivo como um todo, prosseguiu.

Aos 45 do segundo tempo

A pesquisa realizada pelo Sescon-SP ainda apontou que quase ¼ das empresas (23%) devem deixar para a última hora as mudanças necessárias para atender as normas do Bloco K. Por fim, apenas 14% das organizações – que já estão obrigadas a partir de janeiro deste ano – estão preparadas.

 

O Grupo Skill quer saber…

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