Brasil cai ainda mais no ranking de competitividade mundial e aproxima-se da última posição

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País chegou a pior colocação desde o início do levantamento do ranking de competitividade mundial, em 2009.

O Brasil está entre os países menos competitivos do mundo, de acordo com o ranking de competitividade mundial do instituto IMD. Para ser mais exato, ocupamos em 2017 a 61ª posição, entre 63 países relacionados.

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Com isso, a situação brasileira piorou ainda em relação a 2016, quando o país figurou na 57ª colocação.

O levantamento anual do IMD, que por aqui conta com parceria da Fundação Dom Cabral (FDC), colocou o Brasil à frente apenas de Mongólia e Venezuela, e atrás de países como Grécia e Argentina, que também estão passando por crise e que estavam em posições inferiores a nossa até alguns anos atrás.

Já entre 2016 e 2017, nações como Ucrânia e Croácia ultrapassaram o Brasil no ranqueamento.

O ranking de competitividade mundial, com os padrões atuais, é feito desde 2009 e esta é a pior colocação que o país ocupou desde então.

Além disso, o resultado obtido pelo levantamento não foi causado pela mais recente crise política causada pela delação dos donos da JBS, colocando o mandato do presidente Michel Temer em risco.

Isso por que as entrevistas com homens de negócio brasileiros foram feitas em fevereiro e março, justamente quando o cenário estava um pouco melhor no país, motivado pela expectativa de aprovação das reformas trabalhista previdenciária.

Dois motivos

A professora da FDC, Ana Burcharth, que colaborou na elaboração do estudo, destacou os motivos que fizeram com que o Brasil caísse ainda mais na classificação: o desempenho da economia e as quedas de posições no quesitos “eficiência do governo” e “legislação para negócios”.

No primeiro aspecto, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 3,6% em 2016, resultando em um dos piores desempenhos do mundo.

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Já nos dois quesitos, o Brasil caiu para o penúltimo lugar entre todos os 63 países avaliados.

Estamos caindo no buraco, igual em Alice no País das Maravilhas“, compara a professora. “O problema não é só que nós estamos ficando no mesmo lugar. A questão é que, enquanto isso, outras nações estão evoluindo“, prossegue.

Ranking de competitividade mundial

Em 2017, os primeiros dois lugares do ranking do instituto IMD seguiram com Hong Kong e Suíça, respectivamente. Em seguida, estão Cingapura (3º), EUA (4º), Holanda (5º), Irlanda (6º), Dinamarca (7º), Luxemburgo (8º), Suécia (9º) e Emirados Árabes Unidos (10º). 

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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