Caderneta de Poupança: após cinco meses, brasileiros voltam a depositar mais do que sacar

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Por conta da crise financeira, a população estava retirando mais do que depositando valores em suas cadernetas de poupança. 

De acordo com o Banco Central (BC), em maio os brasileiros depositaram mais dinheiro em poupança do que resgataram.

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Essa informação surge justamente em um momento em que a população estava retirando valores da caderneta. De acordo com o Indicador de Reserva Financeira, do SPC Brasil e da CNDL, mais da metade dos brasileiros (55%) que tinham dinheiro guardado em poupança resgataram valores para quitar despesas em março.


1ª vez desde dezembro de 2016

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Ao todo, foram depositados R$ 292,6 milhões a mais do que retirados das cadernetas de poupança no país, sendo a primeira vez nos últimos cinco meses que as entradas superavam as saídas de recursos.

Além disso, a última vez que o BC havia registrado um montante maior de depósitos para o mês de maio tinha sido em 2014. Naquela oportunidade, a captação líquida – ou seja, o valor de depósitos menos o valor de retiradas – foi bem maior: R$ 2,27 bilhões.

Entretanto, com a chegada da crise econômica no Brasil, o mês de maio dos anos seguintes registrou mais saques do que depósitos na caderneta de poupança.  Em 2015 a retirada líquida foi de R$ 3,2 bilhões, enquanto que em 2016 foi de R$ 6,59 bilhões.

Saldo negativo

Mesmo com o resultado positivo do mês passado, até o momento a poupança teve uma retirada líquida de R$ 18,38 bilhões em 2017.

Esse saldo, porém, é melhor do que o registrado nos cinco primeiros meses de 2016, quando o brasileiro retirou R$ 38,89 bilhões a mais do que depositou em caderneta.


Contra a crise, a poupança

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Diante de um cenário de desemprego, queda de renda e aumento de dívidas, esse tipo de aplicação tem servido desde o início da recessão financeira como uma válvula de escape os brasileiros.

Isso pode ser comprovado ao analisar o saldo dos últimos dois anos.

Em 2015, R$ 53,5 bilhões foram sacados da poupança, o que representou a maior retirada líquida anual da história. No ano seguinte, em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões.

O Indicador de Reserva Financeira, em março, constatou, por exemplo, que 13% das pessoas que retiraram dinheiro de suas cadernetas o fizeram para acertar contas da casa. Outros 11% alegaram que algumas despesas imprevistas motivaram a retirada de dinheiro da poupança, enquanto que 9% tiveram despesas extras como justificativa.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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