Governo garante aumento de produtividade com aprovação da reforma trabalhista

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Índice de produtividade do brasileiro está em queda desde a década de 1980. Para Ministério do Planejamento, reforma trabalhista pode reverter esse quadro.

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Segundo cálculos do Ministério do Planejamento, a aprovação da reforma trabalhista pode fazer com que a produtividade da população brasileira aumente de 1,5% para 2% por ano durante 10 anos.

Essa projeção foi feita pelo assessor especial do ministério, Arnaldo Lima Junior, que participou das negociações do tema no Congresso Nacional e trabalhou na elaboração da proposta de reforma. 

O entendimento do governo é de que, colocando em prática a reforma trabalhista e, consequentemente, aumentando a produtividade da nação, o Brasil voltaria a apresentar um crescimento sustentável.

A proposta de reforma trabalhista prevê, entre outras coisas, a possibilidade de que a negociação coletiva prevaleça sobre a legislação para determinar questões como jornada de trabalho, por exemplo.

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Aos olhos do ministério, isso é uma forma de ampliar a produtividade dos trabalhadores. Um estudo feito pela pasta de planejamento, inclusive, constatou que os trabalhadores incluídos em negociações coletivas em outros países costumam ser “mais protegidos” do que os que dependem da legislação.

De acordo com Lima Junior, as empresas oferecem uma maior proteção para esses profissionais justamente porque eles têm uma produtividade maior.

Você tem direitos e incentivos. Quem produz mais, ganha mais“.

O tema, no entanto, ainda tem um caminho longo para percorrer até ser aprovado.

Isso porque, na última terça-feira (6), a pauta trabalhista foi votada e aprovada sem alterações na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Agora, ela será analisada pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, antes de seguir para votação em plenário.

Produtividade em queda

O problema de produtividade na população no Brasil não é atual. Até o momento, já são 40 anos que a produtividade vem caindo no país. O melhor momento desse indicador foi na década de 1980, atingindo o patamar de 4,8%.

Entretanto, de lá para cá as quedas foram uma constante. Ao longo da década de 1990 houve uma diminuição de 1,4% em média, seguida por pequenas altas nas duas décadas posteriores. Para se ter noção, em 2016,  o aumento de produtividade no país foi de singelos 0,9%.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chegou a fazer, em 2015, um ranking de produção de riqueza por trabalhador e, como resultado, o Brasil ficou com a 43ª posição de 47 países analisados.

O levantamento constatou que, naquele ano, cada brasileiro com emprego produziu, em média, US$ 30,7 mil. Enquanto isso, na Irlanda (primeiro colocado na classificação), cada trabalhador gerou US$ 159,7 mil.

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Brasil perante o mundo

Quando comparado com outros países, a queda de produtividade do brasileiro ao longo dos anos fica ainda mais evidente. Na década de 1950, por exemplo, um trabalhador por aqui conseguia produzir o mesmo que três sul-coreanos. Hoje em dia, porém, um brasileiro produz somente metade do que uma única pessoa na Coréia do Sul.

Nesta mesma década um brasileiro era capaz de produzir o mesmo que 73,9% de um trabalhador na Alemanha. Hoje, essa parcela é de apenas 25,7%. Logo, é possível dizer que são necessários dois brasileiros para ter a mesma produtividade de um sul-coreano e quatro para atingir a mesma marca de um alemão.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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