Pequenas indústrias sofrem mais com a crise do que as grandes, aponta pesquisa

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Levantamento feito pela CNI verificou que recessão financeira tem prejudicado todo o segmento, mas está afetando mais as indústrias menores.

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que, apesar de serem responsáveis pela geração de metade dos empregos do segmento, as indústrias de pequeno porte estão Pequenas Indústrias, Segmento Industrial, Gestão Empresarial, Economia, Recessão, Gestão Financeiraapresentando, desde o início da crise, indicadores piores que as de grande porte.

Com isso, a CNI concluiu que de 2015 (quando o Brasil entrou em recessão) para cá as indústrias menores estão sofrendo mais para se recuperar, principalmente por conta de fatores como acesso restrito a crédito e reservas menores para suportar a queda de demanda.

Caminho para a recuperação

O melhor acesso ao crédito, redução da burocracia e melhoria no ambiente de negócios foram as maneiras indicadas pela confederação para fazer com que as indústrias, especialmente as de menor porte, possam se recuperar.

Por outro lado, as altas taxas de juros e exigência de garantias reais foram apontadas como principais dificuldades para essa recuperação.

Pequenas Indústrias, Segmento Industrial, Gestão Empresarial, Economia, Recessão, Gestão FinanceiraPorém, o principal problema apontado pela CNI é a dificuldade de acesso ao crédito.

Para se ter noção, segundo divulgou a confederação, 40% das pequenas empresas não conseguiram contratar uma nova linha de crédito ou renovar uma antiga em 2016.

Outros 40% conseguiram renovar uma linha antiga, enquanto que apenas 20% conseguiu contratar uma nova linha.

Os prejuízos da falta de crédito na gestão das empresas foram enumerados pela Confederação Nacional da Indústria:
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Sondagem mensal

 Pequenas Indústrias, Segmento Industrial, Gestão Empresarial, Economia, Recessão, Gestão FinanceiraA confederação usou os dados de sua pesquisa mensal, a Sondagem Industrial, para chegar a esse resultado.

Essa pesquisa levanta mês a mês as expectativas e decisões dos empresários da indústria e é medida de 0 a 100 pontos – com uma linha que indica estabilidade em 50 pontos.

As empresas que se posicionarem acima dessa linha contam com perspectivas favoráveis, mas aquelas que ficam abaixo dos 50 pontos indicam um cenário negativo. Por conta da crise econômica, todo o segmento industrial passou a ficar abaixo dessa linha. Entretanto, as pequenas indústrias sempre ficaram abaixo das grandes.

Nos indicadores de situação financeira (avaliação do empresário sobre as finanças da companhia), entre 2015 e 2017, por exemplo, as grandes companhias têm registrado em torno de 43 pontos, contra apenas 34 das indústrias menores. 

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No acesso ao crédito, a situação não está fácil para as empresas de grande porte (33,5 pontos), mas está pior ainda para as de menor porte (27,5 pontos).

No que diz respeito à produção e número de empregados, a média das grandes indústrias ao longo dos últimos dois anos e meio foi de 45 pontos. Por outro lado, as pequenas indústrias ficaram com uma média de 40 pontos.

Já no indicador de expectativa de demanda, são registrados em média 49 pontos para as grandes indústrias – bem próximo da linha de estabilidade – enquanto que as pequenas têm ficado com 46 pontos.

 

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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