Pequenos negócios respondem por 92% das novas vagas de emprego

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Em abril, o desemprenho das micro e pequenas empresas foi 20 vezes melhor do que o verificado entre as médias e grandes companhias.  

Quem pensa que as grandes companhias são as principais responsáveis pela geração de empregos hoje em dia no Brasil não poderia estar mais enganado. Na verdade, são as micro e pequenas empresas (MPEs) que se encarregam de gerar a maioria das novas vagas de trabalho.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, ao todo, as MPEs empregaram 54,9 mil dos 59,8 mil novos trabalhadores de abril. Isso significa que, de todas as vagas geradas no mês passado, os empreendimentos menores responderam por 92% delas.

As médias e grandes empresas juntas, por sua vez, criaram 2.594 vagas – um número 20 vezes menor do que das micro e pequenas. Já a Administração Pública contratou 2.287 novos servidores em abril.

Melhor resultado

Os quase 60 mil novos empregos também representam o melhor resultado para um mês de abril desde 2014, e servem para reverter um mês de março ruim, quando foi registrada uma perda de 63.624 vagas formais de emprego.

De acordo com o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, os dados de abril podem representar – mesmo que de uma forma ainda incipiente – uma recuperação para a geração de empregos no Brasil.

O resultado mostra tendência clara de reversão do mercado de trabalho, mas ainda inicial. O estoque de desempregados é bem elevado, mas a tendência aponta para uma recuperação”, disse.

Tendência em 2017

A participação marcante das MPEs na geração de empregos no país não se restringe apenas ao mês de abril.

De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, trata-se de uma constante: considerando os primeiros quatro meses de 2017, conforme ele destaca, os pequenos negócios tiveram um aumento de 104,6 mil funcionários. Por outro lado, as médias e grandes tiveram uma redução de 129,4 mil empregados em seus quadros.  

“Apesar das micro e pequenas empresas quase não serem lembradas nas políticas econômicas, são elas que estão dando resposta à geração de emprego e renda”, afirma Domingos. 

Pequenos negócios por setor

Entre os pequenos negócios, o aumento do número de empregados em abril foi constatado em todos os setores. O que teve o melhor resultado foi o de Serviços, que criou 30,2 mil vagas de trabalho.

Em seguida, a Agropecuária respondeu por 7 mil novos empregos, enquanto que o Comércio gerou 6,9 mil postos.

A atuação das companhias do setor comercial, em especial, foi valorizada pelo presidente do Sebrae.

“O Comércio interrompeu uma sequência de saldos negativos que vinham sendo apresentados desde o início deste ano. Essa pode ser uma boa sinalização de recuperação

A Indústria também teve papel de destaque, empregando 4,3 mil pessoas em abril.

Por estado

Ainda levando em conta os dados do Caged, São Paulo foi o estado em que mais vagas de trabalho foram criadas em abril: 23,8 mil. Em segundo lugar, ficou Minas Gerais, com 9,4 mil.

De todas as 27 unidades federativas, apenas cinco registraram saldo negativo na geração de empregos. Rio Grande do Sul, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Acre, juntos, terminaram o mês de abril com um saldo negativo de 1,5 mil postos.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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