Relatório coloca Brasil em 90º lugar em ranking de igualdade de gêneros

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De acordo com estudo, serão necessários 217 anos para o mundo alcançar a paridade entre gêneros no mercado laboral. 

Em uma relação de 190 países, o Brasil é apenas o 90º colocado no que diz respeito à igualdade de gêneros.

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É essa a constatação feita pela pesquisa Global Gender Gap Report 2017, que é feita anualmente e que leva em conta diversos fatores, como acesso à educação, expectativa de vida, participação econômica e oportunidade de trabalho.

A classificação brasileira no ranking caiu 11 posições em relação ao resultado de 2016. Essa queda é explicada pela piora de alguns fatores analisados. Se por um lado o país melhorou nos aspectos “acesso à educação” e “expectativa de vida”, por outro lado houve piora em “representação política” e “participação econômica e oportunidade de trabalho”.

O relatório Global Gender Gap Report surgiu em 2006 e é lançado todos os anos pelo Fórum Econômico Mundial, sediado em Genebra, na Suíça.

Mercado de trabalho

A dificuldade para se conseguir atingir igualdade no mercado de trabalho, inclusive, não é uma exclusividade brasileira. De acordo com a pesquisa, seriam necessários – pelos moldes atuais – 217 anos para o mundo alcançar a paridade entre gêneros quando falamos de mercado laboral.

Por conta disso, em média, as mulheres recebem salários 0,58% menores do que os homens, apesar de elas representarem 53,9% da força de trabalho.

É muito importante a participação das mulheres em postos de comando, de participação: elas levam para esses lugares nova experiência de vida, um novo olhar. É algo que pode, em muito, colaborar para que tenhamos políticas mais sensíveis ao gênero“, afirma Silvia, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e ex-presidente do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres.

Uma pesquisa feita pelo Insper, intitulado Panorama Mulher, corrobora com a opinião da especialista. Segundo o estudo, somente 8% das empresas participantes têm mulheres na presidência e 17% como vice-presidentes. Também foi verificado que apenas 9% dos integrantes de conselhos são mulheres, enquanto que 21% dos cargos de diretoria são ocupados por profissionais do sexo feminino.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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