Quase metade dos beneficiados pelo FGTS inativo está usando o dinheiro para consumo, diz estudo

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Desse total, mais de 1/3 dos trabalhadores está usando os valores extras para cobrir as suas despesas diárias.

Terminou na última segunda-feira (31/7) o prazo para que o trabalhador saque valores contidos em suas contas inativas do FGTS.

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Agora, somente pessoas prejudicadas podem receber o benefício, mesmo depois do prazo.

De acordo com o último balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal – responsável pela disponibilização do recurso – 96% do montante total disponível já havia sido retirado pelos beneficiários. Isso significa R$ 41,8 bilhões, de um total de R$ 43,6 bilhões, que foram sacados por quase 25 milhões de pessoas. 

Por conta dessas elevadas cifras, muitas pesquisas estão sendo feitas para tentar descobrir qual será o principal destino que a população dará para esse dinheiro extra.

E um desses estudos, realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), concluiu que quase metade (47%) dos brasileiros que sacaram recursos inativos pretendem usar a renda para consumo.

Dentro desse grupo, a maior parte (35%) deseja usar – ou já usaram – a verba para cobrir as suas despesas do dia a dia. Segundo opina a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, isso comprova os problemas financeiros que a população vive.

O fato de tantos consumidores usarem esse dinheiro extra para gastos frequentes do dia a dia é reflexo da dificuldade financeira do brasileiro, que está com a renda menor”, afirma. “Fica o alerta para que o consumidor ajuste o seu padrão de vida para baixo, pois esse dinheiro extra é pontual e serve de alívio momentâneo”, orienta.

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O estudo verificou também que 35% dos beneficiados usarão o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para acertar contas em atraso, enquanto que 5% vai usar a verba para abater ao menos parte dessas dívidas.

De acordo com uma estimativa realizada pelo SPC Brasil e CNDL, cerca de R$ 13,7 bilhões foram injetados na economia para o pagamento de dívidas até a segunda quinzena de julho. As duas entidades também estimam que outros R$ 380 milhões devem ser utilizados nos próximos meses com o mesmo objetivo.

Ainda há um grupo de 12% que deseja antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como prestações de carro e casa, com o valor recebido.

Para realizar o levantamento, 800 pessoas de 12 capitais, de ambos os sexos, de todas as classes sociais e de ao menos 18 anos foram entrevistadas. A margem de erro, segundo os realizadores do estudo, é de 3,5 pontos percentuais, e a margem de confiança é de 95%.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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