Brasil é penúltimo lugar de acordo com ranking de competitividade divulgado esse mês.

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O ranking de competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI) contou com 18 países.

Desde 2012 em penúltimo lugar no ranking de competitividade, à frente apenas da Argentina, o Brasil corre o risco de ser superado devido a alguns avanços recentes no país vizinho.

No levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Argentina passou a frente do Brasil em dois fatores no ano de 2017: ambiente macroeconômico e ambiente de negócios.

No fator ambiente de negócios, a colocação do Brasil é a mais baixa em variáveis como: transparência das decisões políticas, facilidade em abrir uma empresa, pagamentos irregulares e subornos, regras trabalhistas de contratação e demissão.

Já em Ambiente Macroeconômico, contribuem para a falta de competitividade brasileira a taxa de inflação, dívida bruta, carga elevada de juros e baixa taxa de investimento.

Devido às melhoras no ambiente de negócios, a Argentina tem reduzido o desequilíbrio das contas públicas, e assim supera o Brasil em três outros pontos: disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e logística e educação.

Como o desempenho do Brasil é muito superior nos fatores que ficamos a frente, não houve queda para última posição do ranking geral.

Isso pode ser explicado em partes pela grande melhora verificada em 2017 no quesito Disponibilidade e custo de mão de obra, por exemplo.  Em 2017 houve uma grande melhora no quesito Disponibilidade e custo de mão de obra, por exemplo. Com uma maior produtividade do trabalho na indústria brasileira, a recuperação da taxa de crescimento da força de trabalho e o alto custo da mão de obra nos países desenvolvidos, o posicionamento do Brasil não caiu.

FONTE: Portal da Indústria

Como é feito o ranking?

O relatório Competitividade Brasil: Comparação com países selecionados foi criado com o intuito de mostrar que o aumento da produtividade das empresas é necessário, mas não é suficiente para ampliar a capacidade de concorrer. Sendo assim, foram selecionados outros 18 países para realizar as comparações e dessa forma apontar as deficiências e ressaltar as forças do país em diversas áreas.

Os países são analisados em diversos fatores, que são desdobrados em 20 subfatores, com 56 variáveis.

Para subir no ranking é necessária uma melhoria constante e maior que dos demais países competidores.

Fatores analisados: disponibilidade e custo de mão de obra, ambiente de negócios, infraestrutura e logística, peso dos tributos, educação, tecnologia, inovação, disponibilidade e custo de capital, competição e escala do mercado doméstico.

Países analisados pelo ranking, em ordem de classificação: Canadá, Coreia do Sul, Austrália, China, Espanha, Chile, Polônia, Tailândia, Turquia, Rússia, Indonésia, África do Sul, Índia, México, Colômbia, Peru, Brasil e Argentina.

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