Com R$ 83 bilhões, arrecadação do Simples Nacional registra crescimento pelo 2º ano seguido

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Números da Receita Federal apontam um aumento de mais de R$ 15 bilhões na comparação com 2016.

A arrecadação do Simples Nacional registrou um aumento de R$ 15,5 bilhões em 2017. Enquanto que em 2016 o montante do regime tributário ficou em R$ 68,282 bilhões, o ano passado terminou com uma arrecadação na ordem de R$ 83,809 bilhões.

Os números são da Receita Federal e já estão corrigidos pela inflação.

Com o resultado de 2017, permanece a tendência de crescimento do Simples, uma vez que, em 2015, a arrecadação ficou em R$ 56 bilhões. Além disso, os dados comprovam o crescimento do empreendedorismo por necessidade no Brasil.

Ao menos é o que explica a professora de economia da Fecap, Juliana Inhasz.

“A recessão foi muito severa. Muita gente que perdeu o emprego, abriu empresas e se formalizou para conseguir prestar serviços, emitir notas fiscais e, até mesmo, pedir financiamento”, afirma. “De 2015 para 2016, o aumento da receita do Simples está relacionado, especificamente, com este movimento de recolocação no mercado por meio do trabalho autônomo. O crescimento da arrecadação de 2016 a 2017 também tem relação com isso, mas também com o lento processo de recuperação da atividade”, prossegue.

Perspectivas de crescimento

Para o coordenador do MBA de Finanças e Negócios da Faculdade Fipecafi, Nilton Belz, o ano de 2018 deverá manter os seguidos aumentos de arrecadação do Simples.

Um dos principais fatores para essa expansão, segundo aponta, é o aumento do teto de faturamento. Isso porque, desde o primeiro dia deste ano, o limite máximo de faturamento anual para integrar o regime simplificado aumentou para R$ 4,8 milhões. Até o final de 2017, esse valor era de R$ 3,6 milhões.

Recuperação puxada pelos pequenos negócios

Ainda conforme apontam os especialistas, a recuperação da economia brasileira está sendo puxada pelas pequenas companhias, que integram o Simples Nacional.

“Os negócios de menor porte estão absorvendo a mão de obra desempregada pela grande empresa e impulsionando o lento processo de retomada”, garante a professora da Fecap.

Por sua vez, Belz aponta que as pequenas empresas se ajustaram mais rapidamente ao período de crise do que as companhias maiores. Isso se deu graças a suas estruturas menores e menos complexas.

Prova disso é que, em 2017, as micro e pequenas empresas responderam pela geração de 330 mi vagas formais de trabalho no país. Já as médias e grandes, por outro lado, terminaram o ano com um saldo negativo de 350 mil postos fechados.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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