Cresce número de empresas inadimplentes, diz SPC Brasil e CNDL

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Aumento de inadimplência foi constatado tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo mês de 2016.

O mês de novembro de 2017 registrou um aumento de 3,71% no número de empresas com contas em atraso e registradas como devedoras, em relação ao mesmo mês de 2016.

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Já na comparação com o mês imediatamente anterior (outubro de 2017), o crescimento foi de 0,53%.

Essas constatações foram conferidas pelo Indicador de Inadimplência de Pessoa Jurídica, medido pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

No caso das dívidas em atraso, o crescimento foi de 2,01% (contra novembro de 2016) e de 33% (ante outubro).

De acordo com a avaliação de Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil, esses dados se devem ao crédito restrito.

Essa desaceleração ocorre mesmo em meio à crise econômica e reflete o ambiente de maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento”, afirma.

“Para os próximos meses, espera-se que a atividade econômica siga uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas limitado”, projeta. 

Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, por sua vez, acredita que a situação empresarial deverá melhorar.

Neste último ano, a economia esboçou sinais de melhora e, aos poucos, o ambiente econômico deve começar a mudar tanto para os consumidores quanto para as empresas. Alguns setores retomaram as vendas e as taxas de juros cederam, tornando a renegociação de dívidas menos onerosa”.

 

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Por região e setor

O Indicador de Inadimplência de Pessoa Jurídica também verificou o cenário em cada região do país. A partir disso, foi possível constatar que a região Nordeste foi o local com maior crescimento da inadimplência empresarial: 3,8%. Logo após, figuram as regiões Centro-Oeste (3,5%) e Sudeste (3,3%).

Por fim, figuram as regiões Sul e Norte, com 3,0% e 1,9%, respectivamente.

No que diz respeito aos setores, o de serviços registrou a maior alta, com 5,91%. Já o comércio teve um crescimento de 2,3%, enquanto que a indústria registrou aumento de 1,88%. As empresas do ramo da agricultura, por sua vez, registraram um recuo de -1,70% no número de empresas negativadas.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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