Taxa de desemprego segue em queda, mas ainda afeta quase 13 milhões no Brasil

0

Dados mostram tendência de queda no desemprego, mas especialista alerta para crescimento do mercado informal.

De acordo com o balanço divulgado pelo IBGE, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4% no trimestre encerrado em setembro.

taxa de desemprego, CLT, carteira assinada, trabalhadores, mercado informal, IBGE

Com isso, o país segue reduzindo aos poucos o número de trabalhadores sem emprego desde o trimestre encerrado em março, quando a taxa estava em 13,7%.

A partir do mês seguinte, abril, esse indicador começou a cair sendo que, em agosto, por exemplo, apontava para 12,6%. Para chegar a esse resultado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística faz uso de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Mensal.

Quase 13 milhões

Apesar da queda, o Brasil ainda conta com 12,961 milhões de desempregados. São 939 mil desempregados a mais (alta de 7,8%) do que o registrado em setembro de 2016. Naquela época, a taxa de desemprego no país estava em 11,8%.

Como reflexo desse cenário, o número de brasileiros com carteira assinada também caiu. Quando analisado desde o terceiro trimestre de 2014 (período anterior à crise) até o terceiro trimestre de 2017, a quantidade de profissionais atuando no regime CLT reduziu em 3,5 milhões. Atualmente, são 33,3 milhões de brasileiros que atuam de maneira formalizada.

Para Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, essas estatísticas comprovam que o país ainda está sentindo os efeitos da crise financeira.

Essa movimentação (do mercado de trabalho) não pode ser avaliada nem como favorável, nem como não favorável. Tem pontos favoráveis, como o aumento da população ocupada e o aumento da massa de rendimento. Isso coloca o mercado de trabalho num posicionamento virtuoso. O lado negativo é que temos mais informalidade crescendo e não se vê movimentação alguma do indicador de carteira de trabalho assinada”, explica.

Trabalho informal

Para corroborar com a opinião de Azeredo, os dados divulgados pelo IBGE ainda dão conta de que a quantidade de pessoas que trabalham por conta própria, ou seja, na informalidade, cresceu em 402 mil na comparação com o segundo trimestre de 2017.

Em relação ao mesmo período de 2016, o aumento é ainda maior: um milhão de brasileiros entraram no mercado informal. Dessa forma, o país conta hoje em dia com 22,9 milhões de pessoas nesse grupo – o que representa 25% de todos os trabalhadores com algum tipo de ocupação.

Já na relação dos brasileiros sem carteira, houve um aumento de 288 mil pessoas na comparação entre o segundo e o terceiro trimestre de 2017. Novamente, esse número é ainda maior quando analisado desde 2016: 641 mil pessoas. Ao todo, são 10,9 milhões de trabalhadores sem ocupação ao final do terceiro trimestre.

Compartilhar

Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

Deixe um comentário