Empreendedorismo crescerá em 2018, apontam especialistas

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Aumento será motivado por recuperação econômica, investimento-anjo, reforma trabalhista e até ações regionais.

De acordo com especialistas e fatores econômicos, o ano de 2018 deverá ser melhor para o empreendedorismo nacional.

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Com isso, o desejo de diversos brasileiros poderá ser concretizado, já que, segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2016, possuir um negócio próprio é o 4º maior sonho da população do país. A vontade de empreender só fica atrás de viajar pelo Brasil e comprar um casa ou carro.

Reforma trabalhista

Entre os fatores que geram otimismo estão a estabilidade econômica e a entrada em vigor das novas leis trabalhistas.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, a reforma trabalhista e as mudanças nas regras da terceirização deverão fazer com o que empreendedorismo cresça no próximo ano.

Muita empresa grande vai buscar terceirizar atividades que necessitam principalmente de criação. E está provado que quem cria é o pequeno, o grande compra pronto. Esse cenário abre um grande mercado de oportunidades”, argumenta.

Para Domingos, o empreendedorismo “está na cabeça das pessoas, daqueles que perderam o emprego ou não”.

Recuperação

O outro fator que gera otimismo no empreendedorismo brasileiro é a recuperação econômica do país. O doutor em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Clemens Nunes, é possível esperar que 2018 apresente uma melhora ainda maior no economia “calcada na recuperação do poder de compra das famílias e no aumento do nível de emprego, além da volta do investimento por parte das empresas”.

Além disso, Nunes aponta que o ano que vem ainda contará com um crescimento no número de investidores-anjo. “O número aumentará por motivos estruturais, não por um fenômeno ligado ao cenário macroeconômico. Esse mercado vem amadurecendo e começa a apresentar graus de profissionalização”, explica. 

Iniciativas locais

Ainda é válido destacar algumas iniciativas regionais como importante fator para o crescimento dos empreendedores no Brasil. Em Recife, por exemplo, há um programa de fomento do empreendedorismo em tecnologia e economia criativa. Batizado de Porto Digital, trata-se de uma iniciativa em conjunto do governo pernambucano com empresas privadas e universidades.

Este ano fizemos um trabalho de inovação aberta com grandes empresas, que nos contaram quais eram seus desafios para que, juntos, conseguíssemos solucionar problemas e criar novas fontes de receita para as empresas do Porto. Nós elaboramos um produto com a Unilever que foi responsável por mais de R$ 50 milhões de faturamento para a empresa que trabalhou nele”, relata Maurício de Carvalho, consultor de empreendedorismo do Porto Digital.

2018 será o ano da tecnologia artificial. Quando você quer melhorar eficiência e produtividade, você investe em tecnologia”, completa.

Já em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Associação Junior Achievement, desenvolveu o programa Meu Primeiro Negócio. A ação é focada em estudantes do ensino médio da rede 

Ao longo de 12 semanas esses alunos aprendem, na pratica, os conceitos de livre iniciativa, mercado, comercialização e produção.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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