ERP – Parte 2: a Importância do ERP na Estratégia Administrativa de sua Empresa

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No primeiro artigo ERP – Parte 1: que Bicho é esse?, você descobriu o que é ERP e qual é a sua origem.

Hoje vamos começar explicando porque ele é importante para a gestão administrativa e estratégica da sua empresa.

Ao analisarmos pesquisas sobre investimentos de TI nos últimos anos, fica claro que o rei em investimentos é o ERP.

A acelerada evolução digital e a crescente competitividade fizeram com que algumas organizações mudassem suas estratégias de terceirização, passando de um foco em tecnologia para a ênfase na utilização e gerenciamento da informação. Conseqüentemente, as organizações passaram a gastar menos tempo e recursos construindo uma infra-estrutura interna de informática e concentram seus esforços na efetiva utilização das informações.

A estrutura típica de funcionamento de um sistema ERP simplifica as decisões que envolvem análise de custos, propiciando uma melhor performance ao ratear os custos por toda a organização ao invés de alguns departamentos apenas. Além de evitar a conciliação manual das informações obtidas entre as interfaces dos diferentes aplicativos, um sistema integrado oferece a possibilidade de melhoria de relatórios, fidelidade de dados, consistência e comparação de dados devido à utilização de um critério único em todas as atividades da empresa. Deste forma o ERP acaba por eliminar processos repetitivos.

Basicamente, então, temos que o ERP:

– integra os processos;

– informatiza os dados da empresa;

– dispõe de informações importantes ao processo decisório; e

– é uma forte base de dados para outras aplicações empresarias, tais como Supply Chain, CRM e aplicações em BI, entre outras.

O ERP ainda:

– interliga empresas e filiais em, praticamente, qualquer lugar do mundo;

– pode ser customizado conforme o ramo, porte e processos da sua empresa; e

– hoje em dia, é uma solução que cabe no bolso de empresas de qualquer porte.

Quando falamos de customização, é importante abrirmos um espaço no nosso artigo e lembrá-lo que vivemos no Brasil, país do samba, futebol, caipirinha e impostos.

Segundo o Portal Tributário, o Brasil tem, entre contribuições, taxas e impostos, 88 tributos. O governo arrecadou, somente nesta primeira semana do ano, em torno de 51 mil reais por segundo, o que equivale a, aproximadamente, 26 bilhões, segundo o Impostômetro.

Com o objetivo de melhorar a arrecadação dos impostos, a partir de um raio-x do movimento financeiro das empresas, segundo Marco Antonio Pinto de Faria, presidente do Grupo Skill, em entrevista ao TI Inside (leia), a Receita Federal instituiu o SPED por meio do decreto por meio do Decreto 6.022 de janeiro de 2007.

“O Sped é instrumento que unifica as atividades de recepção, validação, armazenamento e autenticação de livros e documentos que integram a escrituração comercial e fiscal dos empresários e das sociedades empresárias, mediante fluxo único, computadorizado, de informações.”

Segundo Marco Antonio, “a essa realidade impõe desafios para o crescimento das pequenas e médias empresas, que não estão se preparando adequadamente para terem os seus processos contábeis e fiscais integrados em uma única plataforma de TI”.

Na prática, o SPED age aumentando gigantescamente a percepção de risco dos contribuintes, uma vez que todas as informações empresariais são transmitidas eletronicamente ao Fisco no tocante a cadastro de clientes, fornecedores e produtos; documentos fiscais de compra e venda; apuração tributária, inventário e, em um futuro bem próximo, também na esfera trabalhista.

Por conta disso, os ERPs passaram a necessitar de novas funcionalidades. Para atender as exigências fiscais do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e não perder mercado a adaptação foi mais do que fundamental.

Finalizando por aqui, cabe um recado: processos de ERP são complexos e, quando bem conduzidos, apoiam as empresas e passam a ser uma importante ferramenta de gestão, tornando-se assim, cada vez mais necessários para que as empresas mantenham-se competitivas. Procure sempre pessoas e empresas qualificadas na condução de um projeto de ERP. Isso pode poupar dor de cabeça a você e alguns milhões para a empresa!

No próximo post desta série falaremos sobre implantação:

– cuidados ao contratar

– falhas e sucessos de cases reais

Enquanto isso, conte-nos: o que mudou na sua empresa depois de ter implantado o ERP?

 Leia também:

ERP – Parte 1: que Bicho é esse?

 

 

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