ERP – Parte 1: que Bicho é esse?

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O Sistema ERP é uma ferramenta que muitas companhias estão usando em busca de eficiência e competitividade. Ela têm por objetivo automatizar e integrar todos os setores de uma organização, proporcionando um nível de gerenciamento dos negócios indispensável nessa era de globalização e tecnologia.

Mas o que significam essas 3 letras ERP? Qual é a sua origem? Como ele pode ajudar a sua empresa nesses tempos de turbulência fiscal-digital?

Como escolher um ERP? Quais as vantagens e desvantagens de trazer um sistema destes para a sua empresa?

Quanto tempo leva para instalar na minha empresa? Quais são os riscos de uma má implantação?

Enfim… as perguntas são tantas e os prazos para adequação às exigências do mercado e governo tão curtos que certamente se você nunca pensou em ERP, neste momento deve estar arrancando os cabelos e com o sono atrasado.

Para facilitar, traremos uma série em 4 partes com informações claras e objetivas para ajuda-lo a sanar as dúvidas e dar inicio neste processo, acabando de vez com os monstros que assombram você e sua empresa.

Hoje começaremos com algumas definições!

Com a crescente complexidade do mundo dos negócios e as exigências do Fisco de fluxo único, computadorizado de informações, o processo de tomada de decisão necessita, cada vez mais, de informações rápidas e precisas. A simples implantação de tecnologias de informação, sem alterações estruturais e de reorganização do sistema de trabalho para a melhoria dos processos, tende a ocasionar resultados pouco promissores. Sendo assim, é necessário que toda a organização passe por uma reestruturação organizacional e funcional e dessa forma ocorram as mudanças nos processos operacionais.

Um dos principais investimentos em TI nas organizações hoje é no momento da implantação de um ERP (Enterprise Resource Planning) ou em português Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (SIGE ou SIG).Os ERPs são sistemas de informação que integram todos os dados e processos de uma organização em um único sistema. A integração pode ser vista sob a perspectiva funcional (finanças, contabilidade, recursos humanos, fabricação, marketing, vendas, compras etc) e sob a perspectiva sistêmica (sistema de processamento de transações, sistemas de informações gerenciais, sistemas de apoio à tomada de decisão etc), como se fossem várias engrenagens que se unem.

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Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e armazenamento de todas as informações de negócios.

No final da década de 50, quando os conceitos modernos de controle tecnológico e gestão corporativa tiveram seu início, a tecnologia vigente era baseada nos gigantescos mainframes que rodavam os primeiros sistemas de controle de estoques – atividade pioneira da interseção entre gestão e tecnologia. A automatização era cara, lenta – mas já demandava menos tempo que os processos manuais – além de restrito e para poucos.

Estes mainframes evoluíram para os MRPs (Material Requirement Planning ou planejamento das requisições de materiais). Eles surgiram já na forma de conjuntos de sistemas, também chamados de pacotes, que conversavam entre si e que possibilitavam o planejamento do uso dos insumos e a administração das mais diversas etapas dos processos produtivos.

Já na década de 80 o MRP se transformou em MRP II (que significava Manufacturing Resource Planning ou planejamento dos recursos de manufatura), que agora também controlava outras atividades como mão-de-obra e maquinário e que já poderia ser chamado de ERP.

A partir deste momento o ERP evoluiria para a adição dos diversos módulos que o compõem, bem como o módulo contábil, financeiro, departamento pessoal, logística, entre outros.

A primeira empresa a desenvolver um ERP foi a empresa alemã  SAP (Systeme, Anwendungen, und Produkte in Datenverarbeitung), em 1979, trazendo ao mercado o R/2, que era a primeira versão de seu software ERP. O R/2 era um software para mainframe que integrava dados operacionais e financeiros, em um único banco de dados, com o objetivo de reduzir esforços de entrada de dados e reduzir a circulação de papel. O R/2 fez um enorme sucesso e, em 1994, a SAP lançou uma nova versão, o R/3, alcançando a marca de 1.400 sistemas instalados. A versão R/3 marcou também a mudança de plataforma do mainframe para servidores de médio porte com sistema operacional UNIX e arquitetura cliente-servidor.

Agora você já sabe o que é um ERP, para o que serve e qual é a sua origem. Suas noites de sono não foram reestabelecidas ainda, porém você já sabe quem as assombra.

Nos próximos posts você saberá:

– porque ele é tão importante para a sua empresa?

– como escolher um?

– quais são as vantagens e desvantagens de implantar um em sua empresa?

– riscos de uma má implantação.

Enquanto isso, quero saber a sua opinião: sua empresa já possui ERP?

Conte-me a sua experiência!

 

Equipe Skill

 

Leia também:

ERP – Parte 2: a Importância do ERP na Estratégia Administrativa de sua Empresa

 

 

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Sobre o autor

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