Garanta uma melhor aposentadoria com a previdência privada

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A quantia da aposentadoria paga pelo governo está limitada por um teto, atualmente de R$ 4.663,75, independentemente de como ficarem as normas de cálculo do INSS.

A solução, para assegurar uma renda futura que supere esse valor e diminua o risco de um colapso nas contas da Previdência no futuro, conforme acreditam especialistas no setor, é recorrer a outras aplicações.

É possível guardar, com contribuições mensais de R$ 500 que estão próximas da contribuição máxima de R$ 513, 01 ao INSS, cerca de R$ 1 milhão depois de 30 anos em um fundo de previdência.

Essa quantia possibilita ter um rendimento mensal com juros por volta de R$ 4.000, indefinidamente, já descontados inflação, impostos, e outros custos desse investimento (confira simulação abaixo).

Aquele que não tem mais 30 anos pela frente, ainda pode utilizar o benefício fiscal, porém, com contribuições maiores.

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Os depósitos, com 20 anos, precisam crescer para cerca de R$ 1.500 para manter retiradas de R$ 4.000. O bom é que as retiradas não diminuem o valor principal e o saldo fica para os herdeiros.

Destaca-se que, desde 1999, não são mais comercializados os planos de benefício definido, no qual o cliente comprava uma renda para resto da vida, não importando quantos anos tivesse pela frente.

Aquele que não possuir tempo suficiente para obter uma renda vitalícia somente com os juros de uma aplicação, pode converter a saldo acumulado em retiradas mensais por um período determinado.

A previdência privada não substitui o INSS, que é vitalício e tem uma série de benefícios. Por isso, falamos em previdência complementar. É uma poupança mais flexível do que o INSS, para ser usada como quiser”, explicou o presidente da consultoria leprev, Roberto Carvalho.

Ressalta-se que o modelo mais adequado de plano de aposentadoria depende do modo como o contribuinte declara o Imposto de Renda.

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), para assalariados e quem declara o IR pelo modelo completo, possibilita a dedução das contribuições em até 12% da renda bruta.

Já autônomos e pessoas que fazem a declaração pelo modelo simplificado, com desconto padrão de 20% da renda tributável, aproveitam o benefício fiscal com o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

O tempo mínimo de contribuição indicado é de 10 anos, quando passa a ser válida a menor alíquota do IR, de 10% no regime de tributação regressivo (começa em 35% do rendimento para retiradas antes de dois anos e cai até 10%).

No modelo progressivo, valem as alíquotas do IR, segundo a faixa de renda.

De acordo com o vice-presidente da Fenaprevi (Federação da Previdência Privada), Lucio Flavio Oliveira, “fica cada vez mais importante complementar o INSS com o plano privado. A longevidade fará com que as pessoas tenham de contribuir com mais e postergar a aposentadoria”.

Confira, a seguir, o Mapa do Futuro, disponibilizado pela Folha de S. Paulo:

  1. Onde fazer o plano de previdência?

Os bancos e as principais seguradoras comercializam os planos de previdência privada, que são abertos a qualquer cliente ou participante. Os planos fechados são restritos a empresas. Há planos sem valor mínimo de entrada e com aplicações a partir de R$ 35 mensais.

  1. Quais são os planos e a quem são indicados?

Há dois tipos de planos: o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). A diferença é que o primeiro permite deduzir as contribuições em até 12% da renda tributável, sendo o indicado a quem faz a declaração do IR pelo modelo completo.

  1. Há benefício fiscal para quem faz a declaração simplificada?

Sim, mas pelo plano do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres). O benefício ocorre pela tributação no momento do resgate, que tem alíquotas menores do que nas demais aplicações financeiras, de acordo com o prazo do investimento.

  1. Como é a tributação?

Há duas formas. Pela tabela progressiva, o IR incide sobre o valor do benefício, com alíquotas por faixa de renda: 7,5% (acima de R$ 1,903,98) a 27,5% (acima de R$ 4.664,68). Na tabela regressiva, o IR incide só no retorno, com alíquotas de 35% (resgate antes de dois anos) a 10% (após dez anos).

  1. Quais são os custos?

Como nos demais fundos de investimento, há taxa de administração, que incide sobre o volume de recursos acumulado; quanto maior, menor a taxa. A maioria dos planos tem taxa de carregamento, que é um percentual recolhido em cada aporte. Alguns bancos cobram taxa de saída, que incide no resgate.

  1. Há planos privados com renda vitalícia?

Não, os bancos deixaram de comercializar esses planos em 1999; hoje, no momento da aposentadoria, o beneficiário decide se quer resgatar todo o dinheiro ou se transforma o saldo em uma renda por um período determinado. No caso de morte, o dinheiro que sobrar fica aos herdeiros.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

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