Educação, saúde e celular são os gastos que mais pesam para o consumidor inadimplente

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As contas relacionadas à educação foram citadas por mais de 1/3 dos quase 4 mil entrevistados.

Segundo uma pesquisa da Boa Vista SCPC, as contas diversas são os principais obstáculos na luta do consumidor para se manter adimplentes.

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O estudo é feito semestralmente e serve para identificar o Perfil do Consumidor Inadimplente.

Após receber quase 4 mil respostas, foi possível verificar que 23% dos consumidores brasileiros apontaram que manter as contas diversas em dia tem sido o mais complicado. Com isso, houve uma queda em relação aos 25% registrados no mesmo quesito no primeiro semestre de 2017.

Educação, saúde e celular

Entre as contas diversas, aquelas relacionadas à educação, saúde e compra de celulares foram as que mais pesaram para os consumidores. O primeiro quesito teve um aumento de 31% para 35%, na opinião dos participantes, em relação ao resultado da pesquisa do 1º semestre.

Já o segundo tópico, que envolve despesas com convênio médico e medicamentos, e o terceiro foram mencionados por 18% dos entrevistados. Também houve aumento em relação aos respectivos 16% e 11% das menções verificadas na pesquisa da primeira metade do ano.

Por outro lado, as taxas e tarifas como IPTU, IPVA e condomínio foram mencionadas com menor frequência desta vez: de 24% para 17%.

Em seguida, foram citadas as despesas com alimentação e vestuário/calçados (com 15% das menções cada) como grandes pesos no bolso dos inadimplentes. Nesses dois tópicos, houve aumento em relação aos 13% e 11% da pesquisa anterior.

Por fim, ainda foram lembrados os empréstimos pessoal/consignado (14% contra 17% no 1º semestre); móveis e eletrodomésticos (14% contra 13% no 1º semestre); e contas de concessionárias (10% contra 9% no 1º semestre).

Desemprego

A pesquisa da Boa Vista também constatou que, no segundo semestre, o desemprego continua sendo a principal causa da inadimplência. Aqui, houve aumento de 31% para 38% das menções.

A diminuição da renda veio logo em seguida, com 19% das menções (foram 23% no 1º semestre). Em terceiro lugar, veio o descontrole financeiro (17%, contra 19% da pesquisa anterior). Em quarto lugar, o empréstimo do nome para outras pessoas (12% contra 11%).

O estudo também verificou que 56% dos consumidores negativados possuem dívidas no valor de até R$ 3.000. Outro grupo de 29% possui dívidas acima de R$ 5.000. A média é de dívidas de cerca de R$ 2.800.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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