Nem crise, nem desemprego. Corrupção é o que mais atrapalha os pequenos negócios

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Estudo do Sebrae também mostra que empresários consideraram o ano de 2017 pior do que 2016.

Responda rápido: qual fator mais atrapalhou a vida dos donos de pequenos negócios no Brasil ao longo de 2017?

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Se você respondeu que foi o desemprego, errou. Se disse que o maior empecilho foi a recessão econômica, errou também. E se arriscou a alta taxa de juros como palpite, outro erro! Na verdade, a maior ‘pedra no sapato’ dos empresários de pequenas empresas foi a corrupção.

Ao menos foi essa a conclusão de uma pesquisa inédita feita pelo Sebrae. Segundo o levantamento, 31% dos empreendedores entrevistados garantiu que a corrupção foi o que mais atrapalhou suas vidas em 2017.

É a primeira vez que a pesquisa registra a corrupção como o item mais citado”, disse o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. “Isso mostra que falta ao empresário brasileiro confiança na política pública e isso está impactando na gestão do seu negócio. Menos confiante no ambiente político, o empreendedor aponta a corrupção como causa principal para não atingir o desempenho desejado em sua empresa”, prossegue.

Não à toa, mais da metade (51%) dos empresários escutados pela pesquisa acreditam que o novo governo deve priorizar o combate à corrupção.

O segundo item mais citado pelos participantes foi o desemprego – com 25%. Em seguida, vêm a elevada taxa de juros, com 17%. 

Para realizar esse levantamento, o Sebrae entrevistou 5.867 empresários de micro e pequenas empresas. As entrevistas foram realizadas no último mês de outubro.

Outo resultado preocupante da pesquisa é que para mais da metade dos participantes (52%) 2017 foi pior do que 2016.

Por setor e por região

Os dados levantados pelo Sebrae apontam que o segmento industrial é onde está a maior parte dos empresários que citaram a corrupção (34%).

Regionalmente, o Norte do Brasil foi o local onde esse problema foi mais citado pelos donos de pequenos negócios (36%). Já a constatação de que 2017 foi pior do que 2016 foi mais frequente entre os empresários do Comércio (54%) e da região Nordeste (54%).

Esperança renovada

Se por um lado a avaliação de 2017 não foi positiva, por outro lado há muita esperança entre os empresários de pequenos negócios o atual ano.

Ao todo, 65% dos entrevistados afirmaram acreditar em um ano de 2018 melhor para suas companhias.

Essa esperança, entretanto, não se repete quando assunto é perspectiva para o Brasil. Nesse caso, apenas 11% dos proprietários de pequenas empresas acreditam na melhora da economia do país nos próximos 12 meses.

Já para um grupo de 26% dos entrevistados pelo Sebrae opinam que a crise só será superada em 2021.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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