OCDE: sem reforma da aposentadoria, Brasil será líder de gasto previdenciário

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Alerta faz parte de relatório divulgado pela organização.

Um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) fez um importante alerta para o Brasil.

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Segundo divulgado, o país pode se tornar na grande economia mundial com maiores gastos com aposentadoria em relação ao PIB.

O estudo, batizado de “Pensions at a glance” (Pensões em relance, em tradução livre), apresenta uma projeção de que, sem nenhuma alteração nas regras previdenciárias, o gasto brasileiro com a Previdência Social subirá para 17% do PIB em 2050. Atualmente, está em 9% do Produto Interno Bruto.

Caso concretizado, isso faria com que o país tenha a taxa mais alta entre 43 nações analisadas. Nesse grupo estão todas as maiores economias do mundo, integrantes do G-20, além de membros da OCDE, que são, em sua maioria, países desenvolvidos.

Com os atuais 9% do PIB, o Brasil está um pouco acima dos 8,1% de média dos 43 países estudados.

Além disso, ocupa o mesmo patamar da Rússia, também com 9%.

País em envelhecimento

Apesar de atualmente o Brasil gastar uma parcela de seu PIB próximo da média mundial, é preciso destacar que a média de idade por aqui é bem menor do que a média verificada nas demais nações estudadas.

Também vale ressaltar que o país está em um processo de rápido envelhecimento, uma vez que os índices de natalidade estão caindo, enquanto que a expectativa de vida segue crescendo.

Prova disso é a quantidade de pessoas com mais de 65 anos para cada 100 pessoas em idade “produtiva. Hoje em dia, essa taxa está em 13 pessoas. Porém, até 2025 ela deve chegar a 18,3 e, até 2050, atingir 40.

Exemplos internacionais

O relatório da organização garante o envelhecimento populacional é um desafio em todos os países do mundo. Mesmo assim, ele destaca bons exemplos de países europeus que tornaram mais sustentável os gastos previdenciários a partir de reformas.

A Itália, por exemplo, terá uma redução dos gastos com a Previdência até 2050: de 15,7% do PIB para 14,8%. Na Grécia, a redução será de 16,2% para 14,1%.

Depois da crise financeira e da subsequente crise da dívida soberana na Europa, reformas das pensões foram abundantes e generalizadas. As perspectivas de longo prazo melhoraram e o ritmo projetado de crescimento do gasto desacelerou substancialmente”, afirma o texto.

Os números que serviram de base para o relatório da OCDE são da agência de classificação de risco Standard & Poor’s e da Comissão Europeia.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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