Poupança: mesmo com saldo positivo de junho, saques superam depósitos em mais de R$ 12 bilhões no 1º semestre

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Balanço divulgado pelo Banco Central aponta que houve mais depósitos do que retiradas no último mês.

Apesar disso, saldo do ano ainda é negativo.

 

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Seguindo a tendência de maio, o mês de junho registrou mais depósitos feitos pelos brasileiros na poupança do que saques. De acordo com o Banco Central, o saldo positivo foi de R$ 6,08 bilhões ao longo do último mês, sendo que foram depositados R$ 174,53 bilhões, enquanto que foram retirados R$ 168,44 bilhões.

Com isso, junho teve seu melhor resultado dos últimos quatro anos. Para se ter noção, no mesmo mês de 2016, foram sacados R$ 3,71 bilhões a mais do que os valores depositados.

Resultados no 1º semestre

Em maio deste ano, o saldo de depósitos na caderneta também havia sido positivo, mas em uma proporção bem menor: R$ 292,6 milhões.

Apesar dos dois meses seguidos com mais depósitos do que retiradas, o cenário do primeiro semestre do ano, de acordo com o Banco Central, foi de uma saída de R$ 12,29 bilhões da caderneta de poupança.

Ainda assim, trata-se do melhor resultado obtido na primeira metade do ano desde 2014, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 9,61 bilhões nessa modalidade de investimento.

Já nos dois anos seguintes (2015 e 2016), os primeiros seis meses do ano foram encerrados com uma retirada de R$ 38,54 bilhões e R$ 42,6 bilhões, respectivamente.

Esses dois anos, aliás, não terminaram nada bem no que diz respeito a volume de depósitos na caderneta. Isso porque, com um saldo final negativo de R$ 53,5 bilhões (2015) e R$ 40,7 bilhões (2016), os dois últimos anos registraram os piores resultados desde o início da série histórica, em 1995.

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Vantagem para poucos

Segundo afirmam especialistas, a poupança possui pouco benefícios para quem desejar investir seu dinheiro, o que colabora para que os resultados dos últimos meses e anos sejam de um volume maior de saques do que de depósitos.

Por conta do baixo rendimento da poupança (limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial quando a Selic está acima de 8,5% ao ano), muitas pessoas optam pelos fundos de renda fixa, que sobe junto com a Selic. Hoje em dia, por exemplo, a Selic está em 10,25% ao ano.

Sendo assim, apenas um pequeno grupo ainda tem vantagem em aplicar suas economias em uma caderneta de poupança. São os casos daqueles que têm pouco dinheiro para guardar, dos que pretendem investir por poucos meses e daqueles que desejam criar um fundo para eventuais emergências.

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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