Rombo previdenciário passa dos R$ 9 trilhões e custaria R$ 110 mil para cada jovem brasileiro, aponta relatório

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Estudo garante que, sem aprovação da reforma da Previdência, solução seria aumentar impostos ou reduzir gastos com saúde, segurança e educação.

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R$ 110,3 mil. De acordo com um estudo, esse é o valor que cada jovem brasileiro deveria a Previdência Social e para a Previdência dos servidores públicos caso o déficit dos dois regimes fosse distribuído para a população de até 25 anos.

Além disso, conforme o mesmo estudo, os gastos com áreas como saúde, educação e segurança terão que ser reduzidos para cobrir o rombo da previdência, caso não seja aplicada nenhuma reforma nas regras de aposentadoria.

Essas informações estão presentes no relatório Aspectos Fiscais da Seguridade Social no Brasil. A conclusão do documento é de que o valor necessário para quitar todos os benefícios pagos para os trabalhadores que se aposentam está na ordem de R$ 9,23 trilhões.

Esse montante leva em conta todos os beneficiados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) – que compreende nos profissionais dos setores privados e das estatais – e do Regime Próprio dos Servidores Civis da União.

Dividindo esse montante pelos 83,7 milhões de brasileiros que têm até 25 anos, chega-se ao resultado de R$ 110,274 mil por pessoa.

Para se ter noção do quanto representa esse valor, ele equivale a 147% do PIB nacional.

Rombo?

O principal objetivo desse relatório, segundo garante o Ministério da Fazenda, é comprovar que realmente existe um déficit na Previdência. Também visa reforçar a necessidade de se aprovar uma reforma na aposentadoria – tema que não conta com muito apoio.

Dessa forma, o governo tenta rebater os argumentos de algumas entidades que apontam não existir rombo previdenciário.

As projeções feitas pela equipe econômica dão conta de que o déficit do RGPS, que engloba o INSS, terá um grande aumento caso o Congresso opte por barra a proposta de reforma: dos atuais 2,8% do PIB para 11,3% em 2060.

Aumento de tributos

O efeito colateral nesse cenário, ainda de acordo com o relatório, seria o aumento de impostos. Contando apenas em nível federal, a carga tributária cresceria de 20,9% para 30%.

Como consequência desse aumento, subiriam também os níveis de informalidade e evasão fiscal, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros.

Outra opção para cobrir parte do rombo seria reduzir despesas em outros setores. Porém, isso traria prejuízos para áreas fundamentais, como saúde, segurança pública e educação

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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