Saque do FGTS inativo trará impacto positivo no PIB em 2017, aponta ministério

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De acordo com pasta do Planejamento, Produto Interno Bruto contará com aumento graças à liberação de recursos de contas inativas do FGTS.

A liberação de recursos contidos em contas inativas do FGTS deve causar um impacto positivo de 0,61 ponto porcentual no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2017. Essa projeção foi apresentada em nota pelo Ministério do Planejamento.

Ao todo, o benefício conferido pelo governo beneficiou 25,9 milhões de trabalhadores, que sacaram R$ 44 bilhões de suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Com isso, 79% dos trabalhadores com direito ao FGTS inativo retiraram 88% do saldo total disponível, de R$ 48,9 bilhões. Entretanto, ainda há alguns grupos de brasileiros que poderão buscar pelo benefício mesmo após o término do prazo. São os casos dos presos e portadores de doenças graves, e de trabalhadores prejudicados.

Para chegar a essa conclusão, o ministério usou como base pesquisas realizadas por entidades, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Esses estudos mostraram que há um grande interesse entre os beneficiados de usar o dinheiro de FGTS inativo para acertar dívidas.

“O que vimos é que esses recursos ajudaram a reduzir o grau de endividamento das famílias e, ao mesmo tempo, contribuíram com a melhoria do nível de atividade, principalmente via comércio, conforme apontam vários indicadores”, apontou em nota Marcos Ferrari, secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento.

O importante é que essa medida beneficiou milhões de trabalhadores, permitindo acessar um recurso que, na verdade, é dele e usar livremente conforme sua decisão”, prosseguiu. 

Grana extra

O FGTS inativo começou a ser liberado em março, seguindo um calendário elaborado de acordo com o mês de nascimento dos beneficiados. Com isso, os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro foram os primeiros a contar com o dinheiro extra.

Os saques seguiram até julho, quando foi a vez dos nascidos em dezembro buscarem por seus recursos. 

Aqueles que tinham direito ao saque do Fundo de Garantia, mas não o fizeram (segundo balanço da Caixa Econômica, foram 6,8 milhões de trabalhadores que não sacaram R$ 5,85 bilhões), não perderão o dinheiro. Ele continuará a ser remunerado pela regra do FGTS, que garante 3% ao ano mais Taxa Referencial (TR).

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Sobre o autor

Guilherme Uchoa

Integrante do Núcleo de Comunicação do Grupo Skill. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, e pós-graduado em: Apuração e Produção de Reportagem; Criação e Edição do Texto Jornalístico para Diferentes Mídias; Jornalismo Cultural; Teoria da Comunicação; Comunicação, Redes Sociais e Cibercultura; e Comunicação, Globalização e Cultura da Imagem.

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